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| Advogado-geral da União teve nome barrado em votação secreta no plenário e agora presidente precisará indicar novo candidato para vaga aberta na Suprema Corte (Foto: Renato Menezes/AGU) |
O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em uma decisão histórica que representa uma expressiva derrota política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Messias, escolhido por Lula para substituir o ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou, precisava de pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores para ser aprovado, conforme determina a Constituição Federal.
No entanto, o resultado final foi de:
- 42 votos contrários
- 34 votos favoráveis
- 1 abstenção
A votação ocorreu de forma secreta no plenário da Casa.
📜 Rejeição histórica
A negativa do Senado obriga o presidente da República a apresentar um novo nome para a mesma vaga, reiniciando todo o processo constitucional de indicação e aprovação.
- Etapas exigidas:
- Indicação presidencial;
- Sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ);
- Aprovação pela maioria absoluta no plenário.
⚖️ Aprovação na CCJ não garantiu vitória
Antes de ser derrotado no plenário, Jorge Messias havia conseguido aprovação na Comissão de Constituição e Justiça.
Resultado na comissão:
- 16 votos favoráveis
- 11 votos contrários
Apesar disso, a articulação política não se confirmou na votação final.
👤 Quem é Jorge Messias
Natural de Pernambuco, Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos e construiu trajetória sólida dentro da administração pública federal.
Principais pontos de sua carreira:
- Assumiu a Advocacia-Geral da União (AGU) em 2023;
- Participou da equipe de transição do terceiro mandato de Lula;
- Atua como servidor público desde 2007;
- Trabalhou no Banco Central e no BNDES;
- É considerado aliado próximo e nome de confiança do presidente;
- Teve atuação destacada em governos petistas desde a gestão Dilma Rousseff.
🏛️ Papel estratégico no governo Lula
À frente da AGU, Messias exerceu função central na defesa jurídica de pautas prioritárias do governo federal.
Entre suas principais atuações:
- Defesa institucional do STF;
- Enfrentamento a pressões internacionais;
- Ações sobre regulamentação de redes sociais;
- Defesa do decreto do IOF, tema de forte embate entre Executivo e Congresso.
💰 Caso IOF ganhou destaque
Um dos episódios mais relevantes de sua gestão envolveu a disputa judicial sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), considerado estratégico para o equilíbrio fiscal do governo.
O caso chegou ao STF e teve como relator o ministro Alexandre de Moraes, que manteve grande parte do decreto presidencial.
Por Pedro Villela, de Brasília

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