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| Ex-reitora, conhecida como “Rosa de Paris”, será lembrada por sua contribuição à educação, à cultura popular e à interiorização do ensino superior no Cariri (Foto: Divulgação/Melhorada com uso de IA) |
A Universidade Regional do Cariri (URCA) inicia, nesta semana, a programação oficial do Centenário de Violeta Arraes (1926–2026), em homenagem à ex-reitora que marcou a história da instituição e da região do Cariri.
Conhecida carinhosamente como “Rosa de Paris”, Violeta Arraes teve trajetória decisiva no fortalecimento da educação superior no interior do Ceará, na valorização da cultura popular e na defesa do patrimônio regional.
Homenagens começam no Crato
As atividades oficiais terão início na sexta-feira (8), com uma missa solene marcada para as 16h, na Capela de Santa Teresa, no Centro do Crato.
Logo depois, às 17h30, a comunidade acadêmica e convidados seguem para o Campus do Pimenta, onde será realizado o descerramento da placa comemorativa do centenário. A peça ficará instalada de forma permanente no hall de entrada da Biblioteca Central da URCA.
Fundação Casa Grande recebe programação especial
No sábado (9), as homenagens continuam na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, instituição que Violeta Arraes apadrinhou e incentivou desde os primeiros anos.
A partir das 10h, será inaugurado o Memorial Violeta Arraes, localizado no mezanino do Teatro Violeta Arraes, no Engenho de Artes Cênicas. O momento contará com apresentação da Banda Cabaçal Zé de Elizon.
Em seguida, às 10h30, a Banda dos Meninos da Casa Grande se apresenta no palco principal. Às 11h, um podcast especial será realizado na rádio Casa Grande FM para debater memórias e legados da ex-reitora.
Trajetória de vanguarda
Violeta Arraes foi uma personalidade de destaque na vida política, educacional e cultural brasileira. Durante o exílio político na França, articulou redes de apoio à democracia no Brasil. Ao retornar ao sertão, dedicou sua atuação à educação, à cultura e à preservação da memória regional.
À frente da URCA, sua gestão foi marcada por transformações importantes no ensino superior do interior cearense, aproximando o conhecimento acadêmico dos saberes populares.
Ao lado do marido, o francês Pierre Gervaiseau, também teve papel relevante na articulação pela criação da Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe (APA-Araripe), considerada uma conquista de grande valor ambiental e histórico para a região.
Programação
- Sexta-feira (8): missa solene na Capela de Santa Teresa, às 16h; descerramento da placa comemorativa na Biblioteca Central da URCA, no Campus do Pimenta, às 17h30.
- Sábado (9): inauguração do Memorial Violeta Arraes e apresentações culturais na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, a partir das 10h.
Por Marcelo Lemme

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