Em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, presidente também defendeu o fim da escala 6x1, bloqueio de apostadores em bets e ampliação de direitos trabalhistas (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (30), durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão pelo Dia do Trabalhador, o lançamento do Novo Desenrola Brasil, programa reformulado de renegociação de dívidas voltado à população endividada.

A iniciativa será oficialmente lançada na próxima segunda-feira (30) e promete descontos de até 90% para renegociação de débitos, além de permitir que trabalhadores utilizem até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.

Programa busca aliviar orçamento das famílias
Segundo Lula, o objetivo central da nova fase do programa é reduzir o peso financeiro enfrentado por milhões de brasileiros, especialmente aqueles com dívidas de alto custo, como:

  • Cartão de crédito;
  • Cheque especial;
  • Empréstimos bancários.

A expectativa do governo é estimular a recuperação financeira das famílias e movimentar a economia por meio da redução da inadimplência.

Bloqueio para apostadores em bets
Uma das novidades anunciadas é que cidadãos que aderirem ao programa ficarão impedidos, por um ano, de acessar plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.

Lula relacionou a medida à proteção social e familiar.

"Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando".

Governo também reforça pauta trabalhista
Durante o discurso, Lula voltou a defender o fim da escala 6x1 como uma transformação histórica para os trabalhadores brasileiros.

A proposta já enviada ao Congresso prevê:

  • Jornada semanal de 40 horas;
  • Dois dias de descanso;
  • Manutenção integral dos salários.

Segundo o presidente, a medida busca ampliar qualidade de vida, convivência familiar e bem-estar social.

Lula critica resistência histórica a direitos trabalhistas
No pronunciamento, o presidente destacou que avanços trabalhistas sempre enfrentaram oposição de setores privilegiados da sociedade.

"A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores".

"Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil".

Outras medidas citadas
Além do Novo Desenrola e da pauta trabalhista, Lula também abordou:

  • Redução do desemprego;
  • Controle da inflação;
  • Ampliação da licença-paternidade;
  • Mudanças no Imposto de Renda;
  • Auxílio para gás de cozinha;
  • Medidas para conter impactos da alta internacional do petróleo.

Governo destaca ação sobre combustíveis
Lula afirmou que o governo atuou para proteger os brasileiros diante dos efeitos econômicos de conflitos internacionais.

"Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras".

Por Pedro Villela, de Brasília

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