Estado alcançou taxa de 7,3% no primeiro trimestre de 2026, com crescimento do emprego formal e aumento da renda média (Foto: Samuel Pinheiro/Revista Cariri)

O Ceará registrou uma das menores taxas de desemprego da série histórica para o primeiro trimestre do ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, a taxa de desocupação no estado ficou em 7,3% no primeiro trimestre de 2026, índice semelhante ao registrado no mesmo período de 2012.

📉 Número de desempregados caiu no Ceará
Os dados apontam que o número de pessoas desocupadas no estado caiu de 306 mil, no primeiro trimestre de 2025, para 282 mil em 2026.

A redução representa 24 mil pessoas a menos em busca de emprego no comparativo anual.

Nas redes sociais, o governador Elmano de Freitas comemorou os resultados divulgados pelo IBGE.

“Mais emprego, renda e oportunidades para o povo cearense. Isso é resultado de muito trabalho, investimentos, geração de oportunidades e confiança no crescimento do nosso estado”, afirmou.

💼 Ceará amplia geração de empregos formais
A população ocupada do Ceará chegou a 3,603 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano.

O número representa aumento de 84 mil trabalhadores em relação ao mesmo período de 2025.

O nível de ocupação do estado — indicador que mede o percentual de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa — subiu de 46,5% para 47,6%.

📑 Empregos com carteira assinada puxaram crescimento
O levantamento também mostrou avanço do emprego formal no setor privado.

O número de trabalhadores com carteira assinada passou de:

  • 940 mil no primeiro trimestre de 2025;
  • para 1,037 milhão em 2026.

O resultado também superou o registrado no quarto trimestre do ano passado.

O secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, destacou que o crescimento do emprego formal garante maior proteção social aos trabalhadores.

“Nos alegra saber que os empregos foram gerados principalmente pelo setor privado, com carteira assinada, garantindo ao trabalhador todos os benefícios da legislação trabalhista”, afirmou.

💰 Renda média também apresentou crescimento
A pesquisa do IBGE revelou ainda aumento no rendimento médio mensal dos trabalhadores cearenses.

A renda média passou de:

  • R$ 2.333 no primeiro trimestre de 2025;
  • para R$ 2.597 no mesmo período de 2026.

👥 Número de desalentados caiu
Outro indicador que apresentou melhora foi o número de pessoas desalentadas — aquelas que desistiram de procurar emprego.

Segundo a Pnad Contínua:

  • eram 294 mil pessoas no primeiro trimestre de 2025;
  • o número caiu para 219 mil em 2026.

A redução foi de 75 mil pessoas no período analisado.

📊 Pnad acompanha mercado de trabalho brasileiro
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua é divulgada trimestralmente pelo IBGE e monitora indicadores relacionados ao mercado de trabalho, renda e ocupação no Brasil.

O levantamento é utilizado como principal referência estatística sobre emprego e desemprego no país.

Por Heloísa Mendelshon

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