Ministro assumirá comando da Corte após saída antecipada de Cármen Lúcia, prevista para maio (Foto: Luiz Roberto/TSE)

O Tribunal Superior Eleitoral realiza, nesta terça-feira (14), às 19h, uma votação simbólica para eleger o ministro Nunes Marques como novo presidente da Corte.

Atualmente vice-presidente do tribunal, ele deverá assumir o comando após o encerramento do mandato da atual presidente, Cármen Lúcia, previsto para o fim de maio. Já a vice-presidência será ocupada pelo ministro André Mendonça.

A data oficial da posse ainda não foi definida.

⚖️ Escolha segue critério de antiguidade
A eleição tem caráter simbólico porque a definição da presidência do TSE segue o critério de antiguidade entre os ministros oriundos do Supremo Tribunal Federal que integram a Corte Eleitoral.

Com a proximidade do calendário eleitoral, Cármen Lúcia decidiu antecipar sua saída da presidência para facilitar a transição administrativa no tribunal.

Embora pudesse permanecer como ministra do TSE até agosto, ela já indicou que pretende se dedicar exclusivamente às atividades no STF.

🔄 Mudanças na composição do tribunal
Com a saída de Cármen Lúcia, o ministro Dias Toffoli passará a ocupar uma cadeira efetiva na Corte Eleitoral.

A nova composição do TSE ficará da seguinte forma:

  • Ministros do STF: Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli
  • Ministros do STJ: Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva
  • Juristas indicados: Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha

👤 Perfil
Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e foi indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ocupando a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello.

Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, além de ter exercido a advocacia por cerca de 15 anos e integrado o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.

🏛️ Estrutura do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros: três oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas indicados pelo presidente da República, além de seus substitutos.

Por Pedro Villela, de Brasília

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