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| Comunidade enfrenta isolamento com cheia do Rio Cariús e cobra solução definitiva para passagem precária (Foto: Reprodução) |
A forte chuva registrada em Nova Olinda, no interior do Ceará, deixou moradores da zona rural isolados nesta sexta-feira (3), após o Rio Cariús transbordar e cobrir a única passagem que conecta a população à sede do município. Apesar da normalização no sábado (4), o temor de novos alagamentos preocupa a comunidade.
Com o aumento do volume de água provocado pelas chuvas, uma ponte utilizada diariamente por pedestres, motociclistas e motoristas ficou completamente submersa. A estrutura é o principal — e único — acesso entre o Centro da cidade e diversas comunidades rurais.
Mesmo com a água baixando no dia seguinte, os moradores seguem apreensivos com a possibilidade de novos episódios durante a quadra chuvosa.
⚠️ Estrutura antiga preocupa moradores
A situação se agrava devido às condições da ponte, que já apresenta sinais de desgaste após décadas de uso. O agricultor Valdeci Alves relata as dificuldades enfrentadas pela população:
"Inclusive, às vezes a gente vem até com algum idoso, ou alguma pessoa doente. Como a passarela tem mais de 30 anos que foi feita, o ferro está velho, não tem potência. Corre o risco da pessoa cair".
🛠️ Governo avalia melhorias
Em nota, a Superintendência de Obras Públicas informou que realiza estudos no trecho da CE-166, entre Nova Olinda e Farias Brito, para analisar a viabilidade de melhorias na região.
Já o secretário adjunto de Desenvolvimento Rural de Nova Olinda, Hildeberto Nergino, destacou que o município realiza ações paliativas, como limpeza e manutenção da passagem, e mantém diálogo com o Governo do Ceará em busca de uma solução definitiva.
"Em torno de cinco vezes isso aconteceu nessa quadra chuvosa. Nosso único acesso para toda essa comunidade, em torno de 800 famílias, é por essa passagem molhada. Isso justifica a urgência da construção dessa ponte. E também é uma CE que liga dois municípios. Por dia aqui passam milhares de pessoas que precisam de acesso. Por falta dessa ponte, a gente fica impossibilitado".
Por Nágela Cosme

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