Presidente afirma que ferramenta brasileira não será alterada e destaca benefícios para a população (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), que o Brasil não pretende mudar o funcionamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. A declaração foi dada em resposta a críticas feitas pelos Estados Unidos em relatório recente sobre comércio internacional.

🇧🇷 Defesa do sistema brasileiro
Durante visita às obras do VLT em Salvador, Lula destacou a importância do Pix para a população brasileira e rejeitou qualquer possibilidade de alteração por pressão externa.

“Os EUA fizeram um relatório essa semana sobre o Pix, disseram que distorce o comércio internacional, que cria problemas para a moeda deles”.

“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando para a sociedade brasileira. O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que cada vez mais ele possa atender a necessidade de mulheres e homens deste país".

📊 Críticas partem de órgão dos EUA
As críticas ao sistema brasileiro foram apresentadas em documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, ligado à Casa Branca.

No relatório, o órgão aponta que o Banco Central do Brasil é responsável por criar, operar e regular o Pix, o que, segundo o documento, poderia gerar distorções no mercado.

O texto também menciona que empresas americanas demonstraram preocupação com um possível tratamento preferencial ao sistema brasileiro, o que poderia prejudicar fornecedores de serviços de pagamentos eletrônicos dos Estados Unidos.

🌐 Documento aborda outros pontos
O capítulo dedicado ao Brasil no relatório possui oito páginas e inclui ainda outros temas considerados sensíveis para os interesses norte-americanos.

Entre eles, estão:

📱 Projetos de lei sobre regulamentação de redes sociais
👕 Medidas tributárias, como a chamada “taxa das blusinhas”

💡 Pix como ferramenta de inclusão
Criado pelo Banco Central, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento no país, ampliando o acesso da população a serviços financeiros e facilitando transações em tempo real.

Ao defender o sistema, Lula reforçou que o foco do governo é aprimorar a ferramenta, mantendo sua eficiência e ampliando o alcance entre os brasileiros.

Por Bárbara Antonelli

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