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| Com aumento de infecções respiratórias, combinação de vacinas é apontada como estratégia essencial de proteção (Foto: Samuel Pinheiro/Revista Cariri) |
Com o aumento dos casos de infecções respiratórias no Brasil, cresce também a procura por orientações sobre vacinação. A dúvida mais comum entre pacientes é quais imunizantes devem ser tomados e em qual momento — uma resposta que depende de fatores como idade, histórico de saúde e calendário vacinal.
🦠 Vacinas diferentes para doenças diferentes
Não existe uma única vacina capaz de proteger contra todas as infecções respiratórias. Cada imunizante atua contra um agente específico:
- Gripe (influenza): atualizada anualmente conforme as cepas em circulação
- Pneumocócica: protege contra bactérias associadas a pneumonia e meningite
- Covid-19: reduz complicações causadas pelo coronavírus
- Vírus sincicial respiratório (VSR): importante principalmente para bebês e idosos
Segundo o infectologista Marcelo Lacerda, a combinação dessas vacinas é essencial.
“Esses imunizantes não competem entre si. Pelo contrário, eles se complementam. Cada um protege contra um tipo de agente e, juntos, ampliam significativamente a proteção do paciente”, explica ao Revista Cariri.
👶👵 Quem deve se vacinar
A indicação das vacinas começa pela faixa etária, mas não se limita a ela. Crianças, gestantes, adultos e idosos possuem recomendações distintas.
Além disso, condições como:
- Asma
- Diabetes
- Doenças cardíacas
podem aumentar o risco de complicações e ampliar a necessidade de imunização.
Para a infectologista Ana Paula Guimarães, o histórico clínico é determinante.
“Não é apenas a idade que define a indicação. Um adulto jovem com doença crônica pode ter mais necessidade de vacinação do que alguém mais velho e saudável. A análise precisa ser individualizada”, afirma.
📅 Quando tomar cada vacina
Algumas vacinas têm períodos mais estratégicos para aplicação:
- Gripe: entre março e maio, antes do inverno
- Covid-19: reforços periódicos, especialmente para grupos de risco
- Pneumocócica: pode ser aplicada em qualquer época do ano
- VSR: indicada conforme perfil do paciente, sem calendário rígido
💉 É possível tomar várias vacinas juntas?
Sim. As vacinas respiratórias são seguras para aplicação simultânea, pois utilizam vírus ou bactérias inativados ou fragmentos.
De acordo com Lacerda, essa prática é comum.
“O sistema imunológico consegue responder a múltiplos estímulos ao mesmo tempo. Aplicar mais de uma vacina no mesmo dia é uma estratégia segura e eficaz para evitar atrasos na proteção”, destaca.
⚠️ Vacina não impede infecção, mas reduz gravidade
Especialistas reforçam que nenhuma vacina impede totalmente a infecção. O principal benefício é reduzir:
- Casos graves
- Internações
- Risco de morte
“Mesmo vacinada, a pessoa pode apresentar sintomas, mas a evolução tende a ser muito mais leve. A vacinação muda completamente o desfecho da doença”, explica Ana Paula.
🏥 SUS e rede privada: diferenças de acesso
As vacinas estão disponíveis tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada, com algumas diferenças:
- Gripe: disponível no SUS para grupos prioritários; versões ampliadas na rede privada
- Covid-19: ofertada gratuitamente pelo SUS
- Pneumocócica: disponível no SUS para públicos específicos; versões mais completas na rede privada
- VSR: disponível no SUS para gestantes; demais públicos concentram acesso na rede privada
📉 Queda na vacinação preocupa especialistas
Apesar da oferta, a adesão às campanhas tem diminuído nos últimos anos. A cobertura vacinal contra influenza, por exemplo, ficou em cerca de 55% entre grupos prioritários.
Entre os fatores apontados estão:
- Redução da percepção de risco
- Impactos da pandemia na confiança da população
- Menor divulgação de casos graves
🔍 Estratégia é combinar proteção
Para especialistas, o mais importante não é escolher uma única vacina, mas entender como elas se complementam ao longo do tempo.
“A vacinação precisa ser vista como estratégia contínua e personalizada. Não existe solução única, mas sim um conjunto de medidas que, juntas, garantem proteção mais eficaz”, conclui a infectologista.
Por Aline Dantas


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