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| Ministra deixará comando da Justiça Eleitoral antes do previsto para garantir transição administrativa (Foto: STF) |
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que antecipará sua saída do comando da Corte. Inicialmente, o mandato se encerraria em 3 de junho, mas a sucessão será iniciada já no mês de maio.
Durante sessão do tribunal, a magistrada explicou a decisão.
“Eu decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão na Presidência deste Tribunal Superior Eleitoral, iniciar o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da casa”, afirmou.
🗳️ Eleição marcada
A ministra convocou para a próxima terça-feira (14) a eleição para os cargos de presidente e vice-presidente do TSE.
A votação tem caráter simbólico e, na prática, os cargos deverão ser assumidos pelos ministros:
⚖️ Kassio Nunes Marques (presidente)
⚖️ André Mendonça (vice-presidente)
Após a eleição, será definida a data de posse e o início oficial da transição.
🔄 Motivo da antecipação
Segundo Cármen Lúcia, a decisão busca garantir estabilidade administrativa no período que antecede as eleições.
A ministra destacou que mudanças próximas ao pleito podem comprometer a organização da Justiça Eleitoral.
Ela afirmou que a substituição de dirigentes muito perto das eleições pode afetar a “tranquilidade administrativa” necessária para conduzir o processo eleitoral.
⚙️ Preparação para as eleições
Cármen também ressaltou que novos gestores precisam de tempo para estruturar suas equipes e alinhar diretrizes em áreas sensíveis da administração.
“As eleições devem ocorrer sem atropelos e sem afobação para que o processo tenha curso regular, transparente e seguro”, declarou.
🏛️ Novo comando do TSE
O ministro Kassio Nunes Marques será o responsável por presidir o TSE durante as eleições de 2026. Será a primeira vez que um magistrado indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumirá o comando da Corte Eleitoral.
O presidente do TSE exerce papel central na condução do processo eleitoral, atuando desde a organização da pré-campanha até a divulgação dos resultados, acumulando funções administrativas, normativas e jurisdicionais.
Por Pedro Villela, de Brasília

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