Produtos sem registro, muitos vindos do Paraguai, não têm garantia de segurança e eficácia (Imagem gerada por IA)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização, o uso e a distribuição de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, incluindo produtos importados ilegalmente, especialmente do Paraguai. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (15), por meio da Resolução-RE nº 1.519/2026.

A medida também determina a apreensão desses itens em todo o território nacional.

⚠️ Produtos sem autorização sanitária
A proibição atinge medicamentos como Gluconex e Tirzedral, que vinham sendo vendidos de forma irregular, principalmente pela internet e redes sociais, como alternativas para emagrecimento rápido.

Segundo a Anvisa, esses produtos não possuem registro, notificação ou cadastro no país, o que significa que não passaram por avaliação de qualidade, segurança e eficácia.

Sem essa análise, não há garantias sobre a composição ou os efeitos dessas substâncias no organismo.

💉 Uso exige prescrição médica
A agência reforça que medicamentos utilizados para emagrecimento devem ser prescritos por profissionais de saúde e acompanhados por especialistas, especialmente quando envolvem substâncias de uso controlado.

📈 Crescimento do mercado irregular
A decisão ocorre em meio ao aumento da circulação dessas canetas no Brasil, muitas delas baseadas em substâncias como semaglutida e tirzepatida — originalmente indicadas para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

O uso indiscriminado para fins estéticos, sem orientação médica, tem impulsionado a venda irregular desses produtos.

Grande parte dessas canetas é produzida por empresas desconhecidas e entra no país por meio de contrabando, principalmente em regiões de fronteira.

🚨 Riscos à saúde
A Anvisa alerta que o uso desses medicamentos pode trazer sérios riscos, como:

  • Falhas na esterilização
  • Composição desconhecida
  • Ausência de controle de qualidade
  • Risco de contaminação
  • Possíveis efeitos adversos graves

Além disso, alguns dos compostos presentes nesses produtos ainda estão em fase experimental ou sequer foram aprovados para uso no Brasil.

🌐 Venda irregular pela internet
Outro ponto de atenção é a comercialização desses produtos em plataformas digitais, muitas vezes sem qualquer controle sanitário ou garantia de procedência.

A alta demanda tem contribuído para o aumento das apreensões por órgãos de fiscalização.

O que é permitido
No Brasil, apenas medicamentos com registro na Anvisa podem ser comercializados.

A importação de medicamentos é permitida apenas em casos específicos, geralmente para uso pessoal, mediante apresentação de receita médica e dentro dos limites estabelecidos.

🛑 Orientação ao consumidor
A Anvisa recomenda que a população evite adquirir medicamentos em redes sociais ou de origem desconhecida e sempre verifique a regularização do produto antes do uso.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do Revista Cariri; a responsabilidade é do autor da mensagem.