![]() |
| Para ministro, instalações da Papudinha oferecem atendimento adequado (Foto: STF) |
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, Moraes afirmou que as instalações da chamada Papudinha, em Brasília, oferecem atendimento médico adequado ao ex-presidente. O ministro também apontou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, registrada no ano passado, constitui impedimento para a concessão do benefício.
Argumentos da defesa
A defesa sustentou que a unidade prisional não estaria apta a fornecer o tratamento médico necessário. Bolsonaro passou recentemente por cirurgia de hérnia inguinal e, segundo os advogados, apresenta comorbidades decorrentes do atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.
Os advogados solicitaram que, diante do quadro clínico, fosse autorizada a prisão domiciliar para garantir acompanhamento de saúde mais adequado.
Fundamentação da decisão
Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes destacou que a estrutura da unidade prisional é suficiente para atender o ex-presidente, inclusive em situações de emergência.
Segundo o ministro, as condições e adaptações específicas do local asseguram serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, sessões de fisioterapia, possibilidade de atividades físicas e assistência religiosa, além de garantias relacionadas à dignidade da pessoa humana.
Cumprimento da pena
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal que apurou a chamada trama golpista. Ele cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A unidade, conhecida como Papudinha, é destinada a presos considerados especiais, como policiais, advogados e magistrados.
Por Pedro Villela, de Brasília

Postar um comentário
Os comentários não representam a opinião do Revista Cariri; a responsabilidade é do autor da mensagem.