Medida contempla principalmente as famílias da classe média
(Foto: Samuel Pinheiro/Revista Cariri)

O Ministério das Cidades encaminhou, nesta terça-feira (3), uma proposta ao grupo técnico do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ampliar o acesso à moradia por meio do Minha Casa Minha Vida. A iniciativa prevê mudanças nas faixas de renda do programa, contemplando principalmente famílias da classe média.

Entre os principais pontos está o aumento do limite de renda da Faixa 4, que passaria de R$ 12 mil para R$ 13 mil. O teto do valor do imóvel nessa categoria também poderá subir de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Já na Faixa 3, o valor máximo do imóvel pode passar de R$ 350 mil para R$ 400 mil.

📊 Reajuste nas faixas de renda 
A proposta prevê atualização dos limites de renda em todas as faixas do programa. Confira como ficariam os novos valores:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000

A revisão dos valores atende a um pleito do setor da construção civil. Segundo o Ministério das Cidades, a nova tabela sugerida considerou a equivalência com a quantidade de salários mínimos.

💼 Impacto ainda será analisado 
Apesar das mudanças propostas, o texto encaminhado ao grupo técnico do FGTS não incluiu cálculos sobre o impacto orçamentário da medida para 2026. Por isso, a viabilidade financeira deverá ser debatida pelos técnicos na próxima semana.

Se houver aval do grupo técnico, a proposta ainda precisará ser aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, responsável por definir as diretrizes de aplicação dos recursos do fundo.

🏡 Quem pode financiar um imóvel? 
O Minha Casa, Minha Vida concede subsídios conforme a faixa de renda familiar, com o objetivo de facilitar o acesso à casa própria, principalmente para famílias de menor renda.

Atualmente, quem recebe cerca de R$ 1,5 mil mensais pode se enquadrar na Faixa 1 e ter acesso a subsídios maiores. Já famílias com renda em torno de R$ 3 mil se enquadram na Faixa 2, com condições específicas de financiamento.

Caso a proposta seja aprovada, mais famílias poderão ser incluídas no programa ou migrar para categorias com condições diferenciadas de juros e prazos.

Por Bárbara Antonelli

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