Na mensagem, o golpista se passa por um agente do governo, exigindo um pagamento via Pix (Imagem gerada por IA)

Uma nova onda do Golpe do CPF cancelado enviado via WhatsApp exige atenção, principalmente agora que se inicia o período de declaração anual de ajuste do Imposto de Renda.

No esquema, o criminoso envia uma mensagem se passando por um órgão oficial, como a Receita Federal, alegando supostas dívidas em aberto e ameaçando o bloqueio do Cadastro de Pessoa Física (CPF). 

Se aproveitando da urgência, o criminoso apresenta uma falsa solução: as dívidas podem ser pagas com um “desconto”, desde que a vítima pague imediatamente via Pix. 

Para tornar a fraude mais crível, as mensagens frequentemente exibem dados pessoais corretos da vítima, como o número do CPF.

O objetivo é induzir o usuário a clicar em um link malicioso. Esses links contêm palavras como como “regularizar”, “atendimento”, “Receita Federal”, “atualizar” e “CPF” no nome, simulando páginas oficiais.

Exemplo do golpe (Imagem: Divulgação/Kaspersky)

A Inteligência Artificial ajuda os criminosos, criando milhares de mensagens personalizadas em instantes. A tecnologia também é usada para manipular documentos e viabilizar a abertura de contas em nome de “laranjas”.

Assim que o Pix é feito, os valores são rapidamente distribuídos em diversas contas diferentes, dificultando o rastreamento e o ressarcimento das vítimas.

O diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky, Fabio Assolini, alerta que o golpe possui diversas versões, e o uso da IA piora a situação, garantindo que nenhuma mensagem seja igual a outra. 

Assolini aponta esta personalização do esquema aliada ao baixo custo de operação em larga escala como os principais perigos. 

"É fundamental que os usuários saibam que órgãos oficiais jamais solicitam pagamentos ou dados pessoais por meio de links enviados via WhatsApp”, diz o executivo.

Como se prevenir
A Kaspersky aponta uma lista de recomendações para não se tornar uma vítima do golpe: 

  • Desconfie de links em mensagens: jamais clique em links recebidos via WhatsApp, SMS ou e-mail que ameacem o bloqueio do CPF ou solicitem pagamentos.
  • Verifique a fonte oficial: em caso de dúvida sobre a regularidade do seu CPF, acesse o site oficial da Receita Federal, digitando o endereço diretamente no navegador ou utilize os canais de atendimento telefônicos oficiais.
  • Atenção aos pagamentos via Pix: antes de confirmar qualquer transação, especialmente via Pix, confira sempre os dados do recebedor. Pagamentos para nomes de pessoas físicas ou CNPJs desconhecidos, em vez de órgãos governamentais, são um forte sinal de alerta.

Por Marcelo Lemme

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