Índice divulgado pelo IBGE mostra queda no número de desocupados e aumento do rendimento médio dos trabalhadores (Foto: Agência Brasil)

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados da Pnad Contínua divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado repete o menor patamar da série histórica comparável, iniciada em 2012, registrado anteriormente entre agosto e outubro de 2025. Em comparação com o trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025, quando a taxa estava em 6,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual.

📊 Número de desempregados diminui 
No período analisado, o Brasil contabilizou 5,9 milhões de pessoas desocupadas.

Esse número representa redução de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 7,1 milhões de brasileiros estavam sem trabalho.

Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas.

🔎 O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%, praticamente estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025, quando foi de 58,8%.

Subutilização atinge 15,7 milhões de pessoas
A taxa de subutilização da força de trabalho — que inclui pessoas desempregadas, trabalhadores com poucas horas de trabalho e aqueles que poderiam trabalhar mas não procuram emprego — ficou em 13,8% no trimestre encerrado em janeiro.

No total, o país registrou 15,7 milhões de pessoas subutilizadas, número que permaneceu estável na comparação trimestral.

Outros indicadores também não apresentaram variação significativa:

  • População subocupada por insuficiência de horas: 4,5 milhões de pessoas
  • População fora da força de trabalho: 66,3 milhões
  • Desalentados: 2,7 milhões de brasileiros

O percentual de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguirão vaga, ficou em 2,4%.

💼 Mercado de trabalho mantém estabilidade 
O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que 39,4 milhões de brasileiros trabalham com carteira assinada no setor privado, sem considerar os trabalhadores domésticos.

Já os empregados sem carteira assinada no setor privado somaram 13,4 milhões de pessoas.

Também se mantiveram estáveis no trimestre:

  • Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões
  • Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões

Informalidade recua levemente
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais.

No trimestre encerrado em outubro, o índice era de 37,8%, enquanto no período de novembro de 2024 a janeiro de 2025 estava em 38,4%.

💰 Rendimento médio cresce
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.652.

📈 O valor representa:

  • Alta de 2,8% no trimestre
  • Crescimento de 5,4% no comparativo anual

Já a massa de rendimento real habitual, que soma todos os salários pagos no país, chegou a R$ 370,3 bilhões.

Segundo o IBGE, houve:

  • Aumento de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões)
  • Alta de 7,3% no ano (mais R$ 25,1 bilhões)

Por Bruno Rakowsky

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