(Foto: Tatiana Fortes/Governo do Ceará)

O Ceará encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego de toda a série histórica iniciada em 2012. O índice ficou em 6,5%, representando recuo de 0,5 ponto percentual em relação a 2024, quando o indicador havia alcançado 7%.

O resultado estadual ficou ligeiramente acima da média nacional, que foi de 5,6% no ano passado, mas bem abaixo da taxa registrada na região Nordeste, que fechou em 7,9%.

Os dados constam no estudo “Enfoque Econômico – Nº 315 (fevereiro de 2025) – Mercado de Trabalho Cearense Atinge Mínima Histórica no Ano de 2025”, publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). A análise é assinada pelo analista de Políticas Públicas Daniel Suliano.

Queda após pico na pandemia
De acordo com o levantamento, a trajetória de redução do desemprego vem sendo observada desde o período pós-pandemia. Em 2021, auge dos impactos econômicos da Covid-19, o Ceará registrou taxa de desocupação de 14%.

A partir de então, o indicador passou a cair gradualmente:

  • 9,5% em 2022
  • 8,5% em 2023
  • 7% em 2024
  • 6,5% em 2025

Segundo Daniel Suliano, o movimento é consistente com o processo de normalização da atividade econômica após a crise sanitária.

Antes da pandemia, a menor taxa havia sido registrada em 2014, quando o índice chegou a 7,1%, após sequência de quedas iniciada em 2012 (7,8%) e 2013 (7,7%).

Recuperação expressiva
O estudo destaca que, apenas entre 2021 e 2022, a taxa caiu 4,4 pontos percentuais, evidenciando recuperação significativa do mercado de trabalho. A tendência de queda persistiu nos anos seguintes, consolidando o novo patamar histórico em 2025.

Mercado resiliente
O analista também observa que, conforme comunicados do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, divulgados ao longo de 2025, o mercado de trabalho brasileiro tem demonstrado resiliência, operando em ritmo próximo ao pleno emprego ou até acima dele.

Para o Ipece, o cenário reforça a consolidação da recuperação econômica e indica ambiente favorável à geração de emprego e renda no estado.

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