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| Ex-presidente deixa hospital após 15 dias internado e terá restrições rígidas durante recuperação médica (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) |
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), após permanecer 15 dias internado em um hospital particular de Brasília. Ele seguiu diretamente para sua residência, onde passará a cumprir prisão domiciliar humanitária pelo período de 90 dias.
A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também estabeleceu o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. A flexibilização do regime prisional levou em consideração o estado de saúde do ex-presidente.
🏥 Internação e quadro de saúde
Bolsonaro foi internado no dia 13 de março, no hospital DF Star, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. Segundo informações divulgadas, o quadro clínico exigiu acompanhamento médico contínuo durante o período de internação.
Nesta sexta-feira, por volta das 10h, ele deixou a unidade hospitalar em um carro descaracterizado. Cerca de 20 minutos depois, chegou ao condomínio onde reside, localizado no bairro Jardim Botânico. Imagens aéreas registraram o ex-presidente no jardim da casa, utilizando colete à prova de balas.
⚖️ Decisão judicial e justificativa
Ao autorizar a prisão domiciliar humanitária, o ministro Alexandre de Moraes considerou a recomendação médica e destacou o tempo necessário para recuperação completa da doença.
➡️ Segundo o magistrado, “o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões pode durar entre 45 e 90 dias”.
Apesar da concessão, Moraes ressaltou que a estrutura do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, é considerada “eficiente e eficaz”, com atendimento imediato e monitoramento médico realizado três vezes ao dia.
📵 Restrições durante prisão domiciliar
Durante o período em que estiver em prisão domiciliar, Bolsonaro deverá cumprir uma série de restrições determinadas pela Justiça:
❌ Proibição do uso de smartphones e computadores
❌ Vedação a qualquer meio de comunicação digital
❌ Impedimento de realizar postagens em redes sociais
❌ Proibição de gravação de vídeos ou áudios
Por Pedro Vilella, de Brasília

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