Agência Nacional de Vigilância Sanitár determina apreensão do produto em todo o país após identificar origem desconhecida e problemas nas empresas responsáveis pela importação e distribuição (Foto: Freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta segunda-feira (16), a venda do azeite da marca San Olivetto em todo o território nacional após identificar irregularidades relacionadas à origem do produto e às empresas responsáveis pela importação e distribuição.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

🚫 Comercialização proibida em todo o país
A medida determina a apreensão de todos os lotes do azeite de oliva extra virgem San Olivetto e proíbe qualquer atividade relacionada ao produto no Brasil.

Entre as atividades vetadas estão:

  • comercialização
  • distribuição
  • fabricação
  • importação
  • propaganda
  • uso do produto

Segundo a Anvisa, as restrições foram adotadas porque não foi possível confirmar a procedência do azeite, o que representa risco à segurança alimentar dos consumidores.

🏢 Irregularidades nas empresas envolvidas
De acordo com a decisão, o rótulo do produto aponta como importadora a empresa Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda.

No entanto, o CNPJ da companhia está suspenso por inconsistência cadastral desde 22 de maio de 2025, conforme registros da Receita Federal do Brasil.

Além disso, a empresa indicada como distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, teve o registro baixado em 6 de novembro de 2024, após encerramento por liquidação voluntária.

O Revista Cariri não conseguiu localizar contatos das duas empresas citadas.

🌐 Anúncios em plataformas digitais
Durante a apuração, foram encontrados anúncios do azeite San Olivetto em plataformas de comércio eletrônico como Shopee e Mercado Livre.

Procurada, a Shopee informou que removeu imediatamente os anúncios após tomar conhecimento da determinação da Anvisa. Já o Mercado Livre não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

⚠️ Casos recorrentes de irregularidades
Segundo a agência sanitária, casos de irregularidades envolvendo azeites têm sido recorrentes no Brasil, especialmente em produtos com:

  • origem desconhecida;
  • rotulagem irregular;
  • suspeita de adulteração.

Diante disso, as autoridades recomendam que consumidores evitem comprar produtos sem procedência clara ou comercializados por canais informais, priorizando marcas com registro e distribuição regular no país.

Nota da Shopee

“A Shopee tem o compromisso de oferecer uma experiência de compra segura para todos os usuários. Cumprimos com todas as leis e exigimos que os lojistas as cumpram, assim como nossa Política de Produtos Proibidos e Restritos.

Assim que tomou conhecimento da determinação, a Shopee removeu prontamente os anúncios em questão. Reforçamos que os itens comercializados na plataforma passam por monitoramento contínuo e, sempre que são identificados produtos que violam os padrões regulatórios ou nossos termos de uso, as medidas cabíveis são adotadas.”

Por Nágela Cosme

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